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Fibromialgia

O que é?

A fibromialgia é uma síndrome dolorosa não inflamatória, caracterizada por dores musculares difusas, fadiga, distúrbios de sono, parestesias, edema subjetivo, distúrbios cognitivos e dor em pontos dolorosos específicos sob pressão (pontos no corpo com sensibilidade aumentada ou tender-points).

Várias pesquisas indicam que anormalidades na recepção dos neurotransmissores são frequentes em pacientes com fibromialgia, e que essas alterações podem ser o resultado de estresse prolongado grave. Depressão e transtornos de ansiedade, especialmente transtorno de estresse pós-traumático, são também comuns. Dentre os prováveis responsáveis pela dor constante estão os problemas no sistema dopaminérgico, no sistema serotoninérgico, no hormônio de crescimento, no funcionamento das mitocôndrias e/ou no sistema endócrino.

Sintomas

A Fibromialgia é um estado de saúde complexo e heterogêneo no qual há um distúrbio no processamento da dor associado:

  • Fadiga
  • Problemas no sono (dificuldade pra dormir, agitação e acordar regularmente)
  • Rigidez matinal
  • Parestesias/Discinesia (Como formigamento ou dormência nos dedos e braços)
  • Problemas de concentração e memória
  • Sensação de edema

Diagnóstico e Características

A palavra Fibromialgia deriva do latim fibro (tecido fibroso: tendões, fáscias), do grego mio (tecido muscular), algos (dor) e ia (condição). É entidade nosológica reconhecida desde meados do século XIX com outras denominações - fibrosite, dor muscular crónica, reumatismo psicogénico, mialgia por tensão, ou mesmo confundida com sintomas de somatização.

  • A síndrome de fibromialgia ou somente fibromialgia é classificada como sendo um dos tipos de Reumatismos Extra-articulares, dos quais fazem parte as tendinites (tendinoses), as mialgias (dores musculares em geral), [Síndrome do túnel do carpo] e tarso, bursites não infecciosas, entre outras. Pela denominação da sua classificação, a fibromialgia não acomete as articulações, como ocorre com os outros tipos de reumatismos. Afeta apenas as chamadas "partes moles". Há cada vez mais evidências que esta síndrome seja causada por lesões musculares que permanecem no corpo de alguns indivíduos, provocando dores generalizadas nos músculos, ligamentos, tendões e fáscias (tipo de tecido fibroso que envolve todas as estruturas do corpo, inclusive as citadas anteriormente).
  • As dores da fibromialgia podem variar de níveis de intensidade dependendo do paciente. A presença de crises pode decorrer pelas condições do clima, do equilíbrio hormonal (nas mulheres), do estado psicoemocional, entre outros fatores. As dores podem variar desde uma simples sensação dolorosa até níveis insuportáveis ao toque da(s) área(s), ao movimento ou também com o corpo inerte (parado).
  • Geralmente as dores apresentam-se distribuídas pelo corpo e não necessariamente têm de ter simetria, ou seja, elas podem variar de intensidade de um lado em relação ao outro. As dores podem ou não ser acompanhadas de manifestações associadas. Destas últimas, as mais frequentes são: alterações quantitativas e qualitativas do sono ou distúrbios do sono, fadiga, cefaleias, alterações cognitivas (p. ex: problemas de memória e concentração), parestesias/disestesias (amortecimentos), irritabilidade emocional e, em cerca de 75% dos casos, depressão, entre outras. Há citações de haver praticamente perto de 200 manifestações associadas já catalogadas.
  • Trata-se de um acometimento musculoesquelético não articular, cujos critérios de diagnóstico foram estabelecidos pelo Colegiado Americano de Reumatologia (CAR) em 1990. Desde essa época, foram adotados pela comunidade científica no mundo ocidental - inclusive Portugal e Brasil.
  • Não possui um método de diagnóstico direto, portanto há a necessidade de se diagnosticar tal síndrome por exclusão. Ou seja, o médico necessitará uma história clínica detalhada, exame físico minucioso e algumas vezes exames de imagem ou laboratoriais para excluir outras doenças.
  • IMPORTANTE: Não existe nenhum método diagnóstico de laboratório ou de imagem para o diagnóstico da fibromialgia, ele é clínico.
  • A Associação Brasileira de Reumatologia recomenda aos médicos que sejam excluídos ao se fazer o diagnóstico de fibromialgia os seguintes acometimentos:

    - Síndrome da dor miofascial;
    - Outros reumatismos extra articulares;
    - Polimialgia reumática e artrite de células gigantes;
    - Polimiosites e dermatopolimiosites;
    - Miopatias endócrinas: hipotireoidismo, hipertireoidismo, hiperparatiroidismo, insuficiência adrenal, hiperglicemia; miopatia metabólica por álcool;
    - Neoplasias;
    - Doença de Parkinson;
    - Efeito colateral de drogas: corticosteroide, cimetidina, estatina, fibratos, drogas ilícitas.
  • Os pontos avaliados são em total 18, sendo que ao se constatar dor intensa em mais de 10 deles, confirma-se o diagnóstico.

  • Há algumas correntes de clínicos e pesquisadores que não aceitam apenas estes pontos e dependendo do conjunto de sintomas que o paciente apresente - excluindo os acometimentos citados acima - afirmam que os casos podem ser perfeitamente enquadrados como sendo fibromialgia sem a necessidade obrigatória de pelo menos 10 pontos dolorosos.
  • Esta síndrome tem como característica causar muito sofrimento para os seus portadores. Quanto mais avançado o estágio, maior o sofrimento, principalmente psicológico.
  • A Fibromialgia, de forma direta, não oferece risco de morte. Porém, de forma indireta, ela poderá trazer sérias consequências ao portador. Como muitos pacientes necessitam de administração de medicamentos muito fortes para a dor por longos períodos (anos, décadas - tais como: anti-inflamatórios, analgésicos e até morfina ou os seus derivados (em casos mais graves). Assim, o portador de fibromialgia deve estar muito atento para que não passe a correr riscos por causa da necessidade do uso das medicações para dor por tempo prolongado.
  • É melhor para o paciente que ele procure formas não medicamentosas de lidar com a doença, de maneira a evitar assim os riscos com a sua saúde.

Epidemiologia

A fibromialgia acomete cerca 2% a 4% da população adulta nos países ocidentais e as mulheres são 5 a 9 vezes mais afetadas do que os homens. A idade predominante do aparecimento dos sintomas oscila entre os 20 e os 50 anos. A prevalência de dor crônica difusa na população em geral está entre 11 e 13%. [7]

Causas

A causa e os mecanismos que provocam fibromialgia não estão perfeitamente esclarecidos dentro da medicina, porém existem vários mecanismos prováveis, dentre eles:

  • O mau funcionamento das mitocôndrias das células.
  • Lesões musculoesqueléticas que vão se acumulando com o decorrer do tempo. Os traumatismos provocados por quedas, esforço exagerado, acidentes, etc., em alguns indivíduos, podem permanecer latentes por décadas e com o acúmulo poderá evoluir para dor generalizada.
  • A diminuição de serotonina e o aumento de neurotransmissores, como da substância P, provocam maior sensibilidade à dor e podem estar implicados na diminuição do fluxo de sangue que ocorre nos músculos e tecidos superficiais encontrados nos casos de fibromialgia. Porém, diversos trabalhos científicos comprovam que outros acometimentos que causam dor crônica intensa também provocam os mesmos problemas.
  • Não há nenhuma evidência científica concreta que possa se afirmar que a fibromialgia seja causada por problemas emocionais.
  • Também não há evidências concretas científicas que indiquem que a fibromialgia seja gerada por problemas na modulação da dor pelo Sistema Nervoso Central.

Tratamento

A dor constante causa problemas físicos, ocupacionais, sociais, psicológicos e emocionais nos portadores de fibromialgia. Pode-se fazer uso de medicamentos naturais como Carnitina, Isotônicos e vitaminas que aliviam não apenas os sintomas mas também educa o funcionamento das células fazendo com que as mesmas regularizem a produção de energia diminuindo a dor.

O tratamento da fibromialgia inclui medicamentos e medidas assistência fisioterapêutica. Por ser uma doença idiopática (de causa desconhecida), a ênfase deve ser dada à redução dos sintomas de dor e na melhora da saúde de maneira geral.

Medicamentos APROVADOS para fibromialgia:

  • Antidepressivos, especialmente ISRS e ISRSN.
  • Analgésicos, inclusive opiáceos leves.
  • Tramadol.
  • Relaxantes musculares.
  • Pramipexol.
  • Tropisetrona.
  • Zopiclona e o Zolpidem (para distúrbios do sono).
  • Gabapentina.
  • Pregabalina.

Medicamentos que devem ser evitados (Não recomendados pelos especialistas):

  • Corticosteroides.
  • Clonazepam.
  • Tinazidina.
  • Alprazolam.
  • Anti-inflamatórios não esteroides.

Fisioterapia

A prática de atividade física moderada é considerada essencial no tratamento convencional da fibromialgia. Muitos pacientes conseguem manter a qualidade de vida com pouca medicação e prática regular de exercícios moderados. A indicação desses exercícios deve ser personalizada, orientada por um profissional capacitado, pois o excesso pode causar dores e crises que acabam inviabilizando a prática constante.

A eutonia, uma técnica de educação corporal e autoconhecimento do corpo, demonstrou ser eficaz como associação ao tratamento usual na diminuição de dor.

Exercícios suaves, meditação e massagem são práticas de medicina complementar que, associadas ao tratamento médico, podem auxiliar a aliviar os sintomas de quem é afetado por esta síndrome. A Fisioterapia ameniza as dores, provoca relaxamento usando a eletroterapia (Ondas Curtas, Microondas) o Turbilhão, usado com água morna que tem efeito relaxante como os demais recursos eletroterápicos descritos. Além disso, os alongamentos e massagens terapêuticas são usadas para "soltar" os pontos de tensão.

É fundamental que o profissional que realiza a prática conheça os sintomas específicos relacionados à doença e trabalhe orientado pelo médico de acordo com a situação específica de cada paciente.

Psicoterapia

A terapia cognitivo-comportamental provou ser significativamente mais benéfica que exercícios de relaxamento para pacientes com fibromialgia e é recomendada pela sociedade brasileira de reumatologia.

Tanto o treino de controle de estresse, relaxamento progressivo e reestruturação cognitiva ajudaram na redução do nível de estresse, na diminuição da ansiedade e depressão e o desenvolvimento da assertividade, mas nenhuma dessas técnicas mostrou-se significativa na redução da percepção das dores. Apesar de não diminuir a dor, houve uma melhora significativa na qualidade de vida e produtividade da maioria dos pacientes.

Ela é recomendada especialmente para pacientes que tenham também transtornos de ansiedade, distúrbios de humor (como depressão maior), irritabilidade e agressividade.

Terapias alternativas

Algumas terapias foram avaliadas em pesquisas, como é o caso da massagem, hidroterapia, apresentaram uma melhora do quadro assim como uma permanência dessa melhora (entre 3 e 6 meses após o final do tratamento).

A grande maioria das terapias alternativas, como Reeducação Postural Global, pilates, hipnoterapia, quiropraxia, biofeedback e homeopatia ainda não apresentam pesquisas conclusivas sobre seu real benefício.

Também não existem evidências científicas de que terapias alternativas, como chás, terapias ortomoleculares, cristais, cromoterapia e florais de Bach, entre outros, sejam eficazes. Tratamentos complementares e terapias alternativas devem ser utilizadas com cuidado e sempre com orientação médica, para evitar agravar a doença ou mesmo ilusões por profissionais de caráter duvidoso.

Quaisquer terapias que ocasionem melhora da qualidade de vida sem sequelas ou efeitos colaterais danosos podem ser utilizadas pelos pacientes, apesar de não serem unanimidade. A escolha do tipo de tratamento deve levar em conta a adesão do paciente, suas possibilidades e a melhora da qualidade de vida.





Resp. Técnico
Dr. Sandro Cabral Teixeira Lemos
CRM 30586


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