Fale Conosco
(34) 3255-2777
  • IIOT
  • IIOT
  • IIOT

Saiba Mais

Saiba Mais

Entorse do Tornozelo e Instabilidade Ligamentar do Tornozelo

O que é?

A entorse do tornozelo é a lesão ligamentar mais comum em esportistas. Também pode ocorrer durante a atividade de andar, correr ou saltar. Representa 25% de todas as queixas ortopédicas, ocorrendo uma lesão por dia para cada 10.000 pessoas, isto é, 18.000 entorses por dia ou 750 entorses por hora no Brasil. Cerca de 90% das lesões ocorrem desta maneira, pela inversão forçada do tornozelo.

A lesão mais comum é a ruptura parcial ou total dos ligamentos e da cápsula articular lateral do tornozelo, o chamado complexo ligamentar lateral (mais frequentemente lesada é o ligamento talofibular anterior (LTFA)).

- Quais os ligamentos e estruturas estão envolvidos na entorse do tornozelo?

O tornozelo é uma estrutura que deve ser estável e ao mesmo tempo flexível para permitir que os movimentos do pé sejam precisos e tenham força suficiente para impulsionar o corpo e absorver os impactos contra o solo. A sua configuração óssea lembra uma pinça, onde o tálus encaixa-se entre a fíbula e a tíbia e é envolto por uma cápsula espessa e dois complexos ligamentares, um lateral e outro medial.

Existem três ligamentos que formam o complexo ligamentar lateral do tornozelo. O ligamento talofibular anterior, o calcâneofibular e o talofibular posterior. Os mais importantes e envolvidos na entorse são os ligamentos talofibular anterior (LTFA) e ligamento calcâneofibular (LCF). Raramente ocorre ruptura do ligamento talofibular posterior (LTFP). O complexo ligamentar medial é formado pelo ligamento deltoide, que possui duas camadas, uma superficial e uma profunda.

Outras estruturas estão presentes e fazem parte da estabilização do tornozelo, mas são mais raramente acometidas. São elas: os ligamentos tibiofibular anterior e posterior, o retináculo inferior, o ligamento cervical e o ligamento talocalcaneano.

- O que pode ser lesado em uma entorse do tornozelo?

O mesmo mecanismo de torção e as forças envolvidas em uma entorse podem produzir uma fratura do tornozelo ou lesões da cartilagem de revestimento da articulação. O hematoma (sangramento) e edema (inchaço) são comuns depois de qualquer entorse.

Quando ocorre sangramento dentro da articulação (derrame articular), isto pode levar à inflamação crônica dos tecidos moles do tornozelo e é conhecida como sinovite. Além disso, a lesão da parede interna da cápsula articular pode formar uma cicatriz que permanece no interior da articulação do tornozelo e pode interpor-se entre os ossos, causando dor e sensação de instabilidade.

Mais raramente, uma lesão dos tendões fibulares pode ocasionar o deslocamento de sua posição normal atrás da fíbula, uma condição conhecida como subluxação dos tendões fibulares. Lesões nervosas não são comuns, mas pode-se observar certo formigamento e perda da sensibilidade na porção lateral do pé (parestesia) por estiramento do nervo fibular superficial. Essa perda da sensibilidade é rara e normalmente é transitória.

Sintomas

Os sintomas iniciais são: dor, inchaço e hematoma, que podem afetar os dois lados da articulação, dependendo das estruturas acometidas.

A dor intensa ao toque e a impossibilidade de firmar o pé no chão ou de apoiar o peso depois de uma entorse, requer uma avaliação médica imediata e exames de raio X. Cerca de 80 % das lesões evoluem com resultados satisfatórios após tratamento conservador, porém, 20% dos pacientes referem dor residual e lesões associadas que impossibilitam suas atividades normais diárias. Esses sintomas residuais e a dor crônica após a lesão ligamentar do tornozelo representam grandes dificuldades e um desafio para qualquer ortopedista.

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se no relato da história do paciente, no exame físico, nos sinais e sintomas encontrados e pelo estudo radiológico do pé e tornozelo.

- Como são classificadas as entorses do tornozelo?

Considerando as lesões ligamentares do complexo lateral, podemos classificá-las em três graus:

  • Grau 1 (Lesão leve):
    Estiramento e ruptura de algumas fibras internas dos ligamentos. Dor e inchaço discreto. Tornozelo estável mecanicamente.

  • Grau 2 (Lesão Moderada):
    Ruptura parcial dos ligamentos. Dor, hematoma e inchaço. Tornozelo com certa instabilidade anterior.

  • Grau 3 (Lesão Grave):
    Ruptura completa dos ligamentos. Dor intensa, hematoma e grande inchaço. Tornozelo instável e com incapacidade funcional.

Tratamento

A metodologia de tratamento das entorses ainda é um assunto bastante discutido e não totalmente estabelecido. Uma abordagem prática é o tratamento das lesões ligamentares laterais baseado na classificação utilizando-se a reabilitação funcional:

  • Entorses Grau 1:
    Pode-se utilizar tala gessada, bota imobilizadora ou imobilizador tipo “air-cast” por 1 ou 2 semanas. Lesões leves podem ser tratadas funcionalmente com imobilização elástica. Indica-se repouso, uso de gelo, anti-inflamatórios e elevação do membro para aliviar os sintomas. A fisioterapia acelera a reabilitação a partir da 2ª ou 3ª semana após a lesão.

  • Entorses Grau 2:
    Tratamento semelhante ao grau 1 com prolongamento do tempo de imobilização por até 3 semanas. O período de cicatrização, de recuperação e de reabilitação é mais prolongado. A fisioterapia tem papel importante para o completo resultado funcional.

  • Entorses Grau 3:
    O tempo de imobilização pode chegar até 4 semanas. O período de cicatrização, de recuperação e reabilitação é longo. Existe maior possibilidade de ocorrer lesões associadas e complicações com sintomas residuais tardios. O tratamento cirúrgico é reservado para casos selecionados em atletas e lesões com grande instabilidade e abertura da pinça articular.

- Como é a reabilitação funcional após entorse de tornozelo?

A reabilitação funcional é um programa supervisionado com três fases básicas de tratamento.

  • 1ª Fase – Repouso, elevação do tornozelo, gelo, anti-inflamatório e imobilização, se possível tipo “air-cast” ou bota imobilizadora. Esta fase dura até a melhora da dor e do inchaço, geralmente 1 ou 2 semanas.

  • 2ª Fase – Fisioterapia motora supervisionada para melhorar o movimento do tornozelo, aumentar a força e a estabilidade dos músculos. Nesta fase inicia-se o apoio e o treino de marcha. Métodos analgésicos podem ser usados concomitantemente.

  • 3ª Fase – Intensifica-se o treino de força e de propriocepção. Se o paciente sentir-se seguro e confiante é realizada a reintrodução das atividades laborais e desportivas.

- O que é esperado após a entorse de tornozelo?

Em seis semanas após entorse de tornozelo deve-se esperar 90% de bons resultados e o retorno a um bom nível de função. No entanto, é possível que existam alguns sintomas residuais de dor ou instabilidade da articulação do tornozelo. Mesmo após seis meses há ainda uma chance de 20 a 30 % dos pacientes sofrerem com algum grau de desconforto ou leve instabilidade da articulação.

- Como é a avaliação dos sintomas tardios?

A avaliação dos sintomas residuais (dor, inchaço e instabilidade) após três meses de entorse do tornozelo, com tratamento e reabilitação adequados, é feita através da avaliação da queixa do paciente, do exame físico e da realização do exame de ressonância nuclear magnética.

Este exame auxilia no diagnóstico de defeitos da cartilagem articular (lesões osteocondrais), aderências e cicatrizes internas dolorosas e inflamadas como sendo a fonte dos sintomas tardios. A sinovite, a lesão meniscoide e as lesões de cartilagem são as causas mais comuns de dor crônica após entorses de tornozelo.

A instabilidade crônica ocasiona entorses de repetição do tornozelo, em intervalos variados e de diferentes graus, ocorrendo mesmo em terrenos planos e não necessariamente associada à prática de esporte.





Resp. Técnico
Dr. Sandro Cabral Teixeira Lemos
CRM 30586


Agende aqui
sua Consulta


Nossos
Convênios

  • Unimed
  • BR Foods
  • Polícia Militar
  • RN Metropolitan
Localização

IIOT - Instituto Integrado de Ortopedia
e Traumatologia do Triângulo Mineiro

Rafael Marino Neto, 600 - Sala 43
Bairro Jardim Karaíba / Uberlândia-MG