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Coalizão Tarsal

O que é?

Coalizão é sinônimo de fusão, união, conexão dos que compõem o tarso, que é a porção formada pelo mediopé e retropé, isto é, a porção central e traseira do pé. Portanto, coalizão tarsal é a fusão parcial ou total de dois ossos do pé, formando uma barra óssea, cartilaginosa ou fibrosa entre eles. Pode ocorrer em um lado ou nos dois pés simultaneamente.

Causas

As causas ainda não são bem conhecidas. A teoria mais aceita é uma alteração congênita da formação óssea, uma falha na segmentação e separação dos ossos durante o desenvolvimento do feto. Sua incidência na população geral é de aproximadamente 1 %. Além disso, a coalizão tarsal pode estar associada a síndromes e doenças congênitas.

- O que acontece quando existe a Coalizão Tarsal?

A consequência é a perda do arco plantar e a formação de um pé plano (pé chato). Existe perda ou diminuição do movimento das articulações do mediopé e retropé, principalmente da articulação subtalar e a dor é mais intensa após a realização de esforços ou atividades esportivas. Com o tempo, os tendões fibulares (tendões laterais) ficam encurtados pelo achatamento do arco plantar e pela posição em valgo (para dentro) do pé.

- Quais os tipos de Coalizão Tarsal?

Existem diversos tipos e formas de coalizão tarsal. Os tipos mais comuns são dois: a talocalcaneana e calcâneo navicular. Podemos encontrar a barra óssea na articulação posterior, média e anterior do calcâneo com o tálus; mas a faceta média é a mais acometida. A dor e a rigidez tornam-se importantes por volta dos 12 anos de idade.

A coalizão calcâneo navicular é a fusão entre o calcâneo e o navicular. Normalmente ocorre na porção superior e frontal do calcâneo, chamada de processo anterior, com a borda medial e inferior do osso navicular. Os sintomas iniciam por volta dos 8 anos de idade.

Diagnóstico

No exame físico o paciente apresenta deformidade em pé plano, com rigidez articular e dor, principalmente depois de praticar algum esporte ou de ter realizado alguma atividade de esforço. A queixa de dor inicia entre os 8 e 15 anos, quando a criança ou o adolescente começa a realizar atividade esportiva de maior impacto e coincide com a calcificação da conexão entre os dois ossos. A dor é referida lateralmente ou medialmente, abaixo do tornozelo. Com o passar dos anos, a dor pode evoluir e tornar-se incômoda até para as atividades simples da vida diária. Na barra talocalcaneana medial podemos visualizar e palpar uma formação óssea rígida na parte interna do pé, abaixo do tornozelo. O diagnóstico radiológico é feito através de exames de raio X e tomografia computadorizada.

A tomografia é o melhor exame para diagnosticar a coalizão tarsal. Ela permite um melhor entendimento do tamanho e da forma da fusão entre os ossos.

A ressonância magnética é útil para coalizões ainda não calcificadas, crianças menores de 10 anos ou coalizões fibrosas ou cartilaginosas discretas.

Tratamento

  • Tratamento Conservador: Indica-se o tratamento conservador para amenizar a dor e postergar o tratamento cirúrgico. O tratamento inicial consiste em diminuir a atividade física, no uso de órtese imobilizadora por 4 a 6 semanas e medição anti-inflamatória e analgésica. Pode-se utilizar a palmilha para suporte e estabilização do retropé na tentativa de aliviar a dor.

  • Tratamento Cirúrgico: As coalizões sintomáticas, sobretudo a calcâneo navicular e talocalcaneana, têm indicação de tratamento cirúrgico. O princípio do tratamento cirúrgico é desfazer a barra óssea ou qualquer outro tipo de fusão, liberando o movimento articular. O cirurgião deve tomar alguns cuidados para evitar que a coalizão se refaça, interpondo tecido mole (músculo ou gordura) dentro do espaço formado pela retirada óssea.

Nos casos mais tardios, com degeneração articular avançada, rigidez e artrose das articulações envolvidas, o tratamento cirúrgico indicado é a artrodese, isto é, a fusão completa da articulação para eliminar o movimento residual e a dor.

- Quais os cuidados após a cirurgia?

Após a cirurgia o paciente não necessita usar nenhum aparelho gessado ou qualquer outro tipo de imobilização, mas requer o uso de muletas para não apoiar o pé operado. O curativo é trocado semanalmente até a retirada dos pontos no final da segunda semana. Exercícios são estimulados precocemente. A fisioterapia é indicada a partir da 3ª ou 4ª semana, com liberação progressiva do apoio durante a marcha. O ganho de movimento do retropé após a cirurgia é variado, considera-se bons resultados quando alcançado 50% do movimento normal, além disso, a forma plana do pé dificilmente se restabelece por completo.





Resp. Técnico
Dr. Sandro Cabral Teixeira Lemos
CRM 30586


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